Tuesday, October 19, 2010

Carta aberta a Caio Cassola Lopes

Bom dia, Caio. Tudo bem?


Desculpe-me por escrever, mas é que não dá mais pra viver na dúvida ou se fechar na minha concha. Desculpe-me também se me achar ridícula (o que de fato eu me sinto enquanto escrevo) e descabido eu ainda te procurar. 

Mais uma vez, só houve um motivo pelo qual cedi à auto-pressão, e este foi o princípio que tanto prezo de sempre dar ao outro o direito de resposta. Talvez você não faça questão de tê-lo, talvez não haja resposta ou talvez não seja nada direito mesmo, pronto e acabou. Só que eu não entendi nada e não achei nada justo a sua (falta de) atitude com relação a mim.
Sei que não namoramos, mas, segundo você, criamos vínculos inevitáveis e, portanto, deveria haver alguma consideração, você não acha?!

Sério mesmo, Caio, nem que fosse pra me deixar um scrap (privado) dizendo: "Ju, passe bem e não me procure mais.", já seria alguma coisa.
Você tem noção de que eu havia passado os últimos 10 dias pedindo a Deus que te ligassem da VW, vendo a programação dos espetáculos stand ups pra gente ir, e também pesquisando os planos pós pra poder te ajudar?! Eu me importava e não me arrependo (embora eu soubesse que esse não era o meu papel, você era ciente de que eu me prestava a isso).

Evitei ao máximo te fazer cobranças e cobrei a mim mesma não me apaixonar por você. Ainda assim, depois daquela última quarta-feira senti que as coisas iam mudar, pensei mesmo que nossa relação ia evoluir. Ao que tudo indica, me enganei redondamente... mas quem se importa?!

Não posso me decepcionar com você como nada meu, nem sentir-me enganada ou coisa do tipo; mas não gostaria de pensar que fiz a escolha errada quando escolhi acreditar no Caio que eu conheci em vez do que me diziam de você - não consigo crer que você seria tão cretino e desumano com alguém que você mesmo dizia ainda ser inocente (isso seria abusar-me); não sinto que seja assim. Se fui tola, só lamento pra mim... estou sofrendo duramente as conseqüências da minha tolice.

Queria saber onde foi que eu me perdi... ou o que foi que eu perdi.

Não era só um joguinho pra me fazer ciúme aquilo de confundir a ligação recebida na semana anterior?! Era simples acaso você lembrar-se de coisas que só quem realmente se importa lembra?!

Sei perfeitamente que é possível apaixonar-se por alguém da noite pro dia... vai ver, foi isso o que te aconteceu. E eu jamais te culparia por isso, nem te cobraria por não ter sido por mim, e nem muito menos me sentiria "traída". Você me magoou ao não me dizer, ao não cumprir com nosso "acordo de sinceridade mútua". Como eu disse, pensei que fôssemos amigos antes de tudo.

Sabe, tô feito uma morta-viva, totalmente em alfa e nem sei porque. Ou sei, sei lá... passei os últimos 3 dias chorando compulsivamente, não durmo mais que 3 horas por noite/dia desde quinta-feira e, quando como, é como se a comida fosse borracha - sem gosto e me dá ânsia.

Esperava que tivesse respeito por mim. Acreditava tão piamente em você, que mesmo chateada por não ter lembrado ou se feito lembrar no meu aniversário e por desconfiar que tinham te ligado da VW e você não tinha dividido isso comigo; focando em suas virtudes, falei entusiasticamente de você no sábado - você já conhece minha admiração pela sua pessoa e o orgulho que isso me dava.

Enfim, Caio... já escrevi demais. E sei que nem todas as palavras do mundo vão curar aquilo que só o tempo cura. Bem como sei que elas tampouco mudariam a realidade.

Não lamento ter te conhecido, nem ter dado à vida a chance de compartilhar, aprender e crescer com você nestes dois últimos meses. Fui muito feliz, obrigada! E, talvez, eu até tenha sido egoísta por nunca ter te perguntado se você se sentia tão feliz quanto eu... já não importa. "O que não foi não é."

Tudo o que eu esperava pra te dizer na próxima vez, segue em anexo.
Se cuida.

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