Saturday, October 23, 2010

Te ver...

Ver o Caio me dilacera.

Acho que estou aprendendo um pouquinho sobre auto-controle. Lidar com o misto de dor, saudade, raiva e misericórdia indescritíveis, ou simplesmente ignorá-los, são duas coisas que eu não sabia ser capaz de manejar.
Lamento não saber destruir tais emoções e sentimentos... e sinto-me "miserable" por desejar tanto aquele alguém que esteve comigo em momentos tão bons e tão péssimos, passados recentemente.
E pensar que há 20 dias eu ainda não gostava realmente do Caio... rs... parece piada!
Foi naquela segunda-feira que percebi. Foi sexta passada que pus à prova. Foi sábado passado que ele jogou merda no ventilador. Como ele pôde?!
Eu estava tão ansiosa pra dizer que reveram o caso e meu salário vai aumentar. Tão empolgada pra viver um novo tempo diante de todas essas nossas novidades. Por um momento, pensei estarmos construindo algo de valor... mas era só pra mim.

E eu sou muito FDP por ainda escrever e falar sobre ele.
Estou tentando (e conseguindo, graças a Deus!) me reerguer depois da queda livre terminada em estatelamento no subsolo. Mas tem hora, em que por um curto momento apenas, eu simplesmente me esqueço disso tudo, e é como se fôssemos nos ver na próxima quarta-feira... hã... (rs). E tudo o que eu mais queria era não ser tão tolamente sentimental, pois tudo seria mais fácil pra mim. Contudo, eu sei que nada seria real e eu não seria tão plena. ("The Price You Gotta Pay")

E é inevitável a reconstrução de todos os acontecimentos, gestos, palavras e atitudes. Tanto positivos quanto negativos. (Eu e minha maldita memória de elefante! --')
É como se eu tivesse que fazer de tudo "palpável" pra poder então, de fato, destruir tais memórias, desapegar-me dos significados, desprender-me do passado e viver o presente.

 
"(...)



In the wretched life of a lonely heart

(...)"

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